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💰 Simulador de Empréstimo Consignado

Calcule parcela, valor liberado e custo total dentro da margem de 35%. Aposentados INSS, servidores públicos e CLT.

⚠️ O resultado é uma estimativa para fins informativos e não substitui o cálculo oficial nem a orientação de um profissional habilitado (advogado, contador). Confira sempre na fonte oficial competente antes de tomar decisões.

Como funciona o empréstimo consignado

O consignado é a modalidade de crédito mais barata e disponível no Brasil para quem é aposentado, pensionista do INSS, servidor público ou empregado CLT em empresa com convênio. A diferença em relação ao crédito pessoal comum está no mecanismo de pagamento: a parcela é descontada diretamente do benefício, da folha de salário ou do contracheque, antes mesmo do dinheiro cair na conta. Para o banco, isso significa risco quase zero. Para você, significa juros muito menores — pode ser metade ou até um terço de um empréstimo pessoal tradicional.

Há regras rígidas para garantir que o desconto na folha não comprometa a subsistência. A principal é a margem consignável de 35% da renda bruta, dividida em 30% para empréstimos com parcela fixa e 5% destinados ao cartão de crédito consignado (somando 35%). Em algumas categorias específicas, como o RMC (Reserva de Margem Consignada) e o RCC (Reserva de Margem do Cartão Consignado), há regulamentação adicional. Esta calculadora aplica a margem-padrão de 35% sobre a renda informada.

As taxas de juros são reguladas pelo Banco Central. Para o INSS, o teto vigente em 2026 está em torno de 1,80% ao mês. Para servidores públicos federais, costuma ser ainda menor (~1,55% a.m.). Para CLT em convênios privados, fica perto de 2,50% a.m. O cálculo da parcela usa o Sistema Price (parcelas fixas), padrão no consignado.

Fórmula e regra

O cálculo da parcela usa a fórmula da Tabela Price:

PMT = PV × i × (1+i)^n / ((1+i)^n − 1)

Onde PMT é o valor da parcela, PV é o valor liberado (montante), i é a taxa mensal e n o número de parcelas. Quando você quer descobrir o valor liberado a partir de uma parcela máxima (caso comum: "minha margem dá R$ 500, quanto consigo pegar?"), inverte-se a fórmula:

PV = PMT × ((1+i)^n − 1) / (i × (1+i)^n)

O CET (Custo Efetivo Total) acaba próximo da taxa de juros nominal porque o consignado tem poucos custos administrativos extras embutidos. Ainda assim, em alguns bancos há IOF e tarifas pontuais — confirme no contrato.

Exemplos com R$ reais

Exemplo 1 — Aposentada INSS com benefício de R$ 2.500. Margem 35% = R$ 875. Se ela usa R$ 600 dessa margem para um consignado em 60 meses a 1,80% a.m., o valor liberado fica em torno de R$ 21.150. Total pago: R$ 36.000. Total juros: ~R$ 14.850.

Exemplo 2 — Servidor público com salário R$ 5.000. Margem 35% = R$ 1.750. Pegando o teto da parcela em 84 meses a 1,55% a.m., consegue valor liberado de aproximadamente R$ 86.300. Total pago: R$ 147.000. Juros: ~R$ 60.700.

Exemplo 3 — CLT com salário R$ 3.000 e convênio empresarial. Margem 35% = R$ 1.050. Para uma parcela de R$ 800 em 48 meses a 2,50% a.m., valor liberado fica perto de R$ 21.400. Total pago: R$ 38.400. Juros: ~R$ 17.000. Mesmo no perfil mais caro, ainda é bem mais barato que crédito pessoal sem garantia (que facilmente passa de 8% a.m.).

Quando vale a pena contratar consignado

O consignado faz sentido em alguns cenários e é armadilha em outros. Faz sentido para: trocar dívidas caras (cartão, cheque especial, crédito pessoal) por uma única dívida com taxa muito menor — economia pode chegar a 70% nos juros. Cobrir despesa imprevista urgente com custo controlado. Investir em algo que rende mais que a taxa do consignado (raro hoje, mas possível em alguns negócios).

Não faz sentido para: bancar consumo de luxo ou viagem. Estender consumo presente em parcelas que vão durar 7 anos. Pegar dinheiro "porque está fácil" sem destino claro. Lembre-se: parcelas longas (84, 96, 120 meses) deixam você atado por quase uma década, e o total pago pode chegar ao triplo do valor liberado.

Cuidados antes de contratar

Cuidado um: telefonema de "banco" oferecendo crédito. Boa parte é fraude ou intermediário que cobra comissão alta. Procure diretamente o banco onde você recebe o benefício. Cuidado dois: portabilidade. Se você já tem consignado, pode levar a dívida para outro banco com taxa menor — esse direito é seu, garantido por resolução do BCB. Banco que tenta dificultar está descumprindo regulamentação.

Cuidado três: cartão de crédito consignado. Categoria à parte da margem de 30%. Tem taxa muito mais alta (~2,9% a.m.) e gira em rotativo se você não paga total. Se você usar e atrasar, vira uma bola de neve travada na folha. Cuidado quatro: aposentado novo (até 90 dias). Há regra de carência em alguns bancos. Cuidado cinco: assinatura em domicílio. A Lei 14.181/2021 (Superendividamento) e regras BCB exigem clareza sobre CET, valor total, parcelas. Exija contrato impresso, leia antes.

Cuidado seis: refinanciamento. Existe quando o banco "aumenta" sua dívida pagando antecipadamente parcelas e prolongando. Pode ser bom (taxa menor) ou péssimo (esticar dívida em prazo maior). Conta os juros totais antes de aceitar.

Perguntas frequentes

1) Qual o teto de juros do consignado INSS hoje?

O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) fixa o teto periodicamente. Em 2026 está em 1,80% a.m. para crédito consignado e cerca de 2,69% a.m. para cartão consignado. As taxas podem variar levemente por banco mas não podem ultrapassar o teto.

2) Pode aposentado pegar consignado com qualquer banco?

Sim, com qualquer banco habilitado pelo INSS. Você não precisa ter conta no banco antes — pode portar o benefício depois ou só fazer o consignado. Recomenda-se cotar com pelo menos 3 instituições antes de fechar.

3) E se eu perder o emprego ou o benefício for cortado?

Aposentadoria é vitalícia, então o risco é baixíssimo no INSS. Para CLT, se você for demitido, o saldo restante costuma ser deduzido das verbas rescisórias até o limite delas; o que sobrar vira dívida comum, com a taxa do consignado mas sem o desconto em folha. Para servidor, o cenário é parecido com aposentado.

4) Posso quitar antecipadamente?

Sim. Tem direito ao desconto proporcional dos juros não corridos (Art. 52 §2º CDC e Resolução BCB). O banco precisa apresentar o saldo devedor descontado. Quitação antecipada compensa quando há dinheiro disponível e o resgate libera a margem para outra finalidade.

5) Pode ter mais de um consignado ao mesmo tempo?

Sim, desde que somados eles caibam dentro da margem de 35%. É comum aposentado ter dois ou três contratos com bancos diferentes. Mas atenção: parcelas se acumulam e prazo longo é prazo longo. Não esgote a margem só porque é possível.

6) Esta simulação substitui a do banco?

Não. É uma estimativa próxima usando taxas médias regulamentadas. O banco vai aplicar a taxa específica dele (dentro do teto), pode cobrar IOF e tarifas, e a oferta final pode variar. Use este simulador para comparar e planejar antes de assinar.