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👴 Calculadora INSS / Aposentadoria

Simule o valor da sua aposentadoria pelas regras da EC 103/2019 — por idade, tempo de contribuição ou pontos. Sem cadastro, cálculo instantâneo no seu navegador.

Cálculo simplificado conforme EC 103/2019. Não substitui simulação oficial do Meu INSS. Valores podem variar por contribuições antes/depois de jul/1994, salário-mínimo vigente e teto.

Como funciona a aposentadoria depois da Reforma de 2019

Antes da Emenda Constitucional 103, de novembro de 2019, era possível se aposentar exclusivamente por tempo de contribuição, sem idade mínima. Isso acabou. Hoje, quem entrou no mercado de trabalho depois da reforma só consegue aposentadoria do INSS atingindo, simultaneamente, idade mínima e tempo mínimo de contribuição. As mulheres precisam de 62 anos de idade e 15 anos de contribuição. Os homens, 65 anos de idade e 20 anos de contribuição (ou 15 anos, se já estavam filiados antes da reforma).

Para quem já contribuía em 2019, a Constituição criou cinco regras de transição: pedágio de 50%, pedágio de 100%, idade progressiva, pontos progressivos e tempo + idade. As mais usadas pela calculadora acima são a regra dos pontos (a soma de idade + tempo de contribuição precisa atingir um piso que aumenta um ponto por ano) e a regra por idade (a idade mínima cresce 6 meses por ano até estabilizar em 62/65).

Fórmula do valor do benefício

A reforma mudou também a forma de calcular o valor que cai na conta. O cálculo agora segue dois passos:

  1. Média de todos os salários de contribuição a partir de julho de 1994 (não dá mais para descartar os 20% menores).
  2. Coeficiente: começa em 60% da média e soma 2 pontos percentuais para cada ano que ultrapassar 20 anos de contribuição (homens) ou 15 anos (mulheres).

Exemplo prático: uma mulher com média de R$ 4.000 e 30 anos de contribuição tem coeficiente de 60% + (15 × 2%) = 90%. Benefício estimado: R$ 3.600.

Três simulações reais

Caso 1 — Aposentadoria por idade (mulher): 62 anos, 25 anos de contribuição, média de R$ 2.800. Coeficiente: 60% + (10 × 2%) = 80%. Valor estimado: R$ 2.240.

Caso 2 — Regra de pontos (homem): em 2026 o piso de pontos para homens é 102. Um trabalhador com 60 anos e 42 anos de contribuição soma 102 pontos — pode aposentar. Média R$ 5.500. Coeficiente: 60% + (22 × 2%) = 100%. Benefício: R$ 5.500 (limitado ao teto do INSS).

Caso 3 — Quem falta tempo: mulher de 58 anos com 20 anos de contribuição. Pela regra de pontos (92 em 2026) faltam 14 pontos — ou seja, ela precisa de mais alguns anos contribuindo até a soma fechar.

Quando usar esta calculadora

A ferramenta serve para três cenários muito comuns: (1) você quer projetar quanto vai receber se aposentar agora; (2) está pensando em parar de contribuir e quer saber o impacto no coeficiente; (3) está avaliando antecipar a aposentadoria por uma regra de transição em vez de esperar a regra geral. Para todos esses casos o número estimado dá uma boa base para decisão financeira.

Cuidados e limitações

Este simulador não substitui o cálculo oficial. Ele ignora: contribuições antes de julho de 1994, divisor mínimo (regra do divisor 108 em 2025), descarte de contribuições baixas, fator previdenciário em regras antigas e o teto do INSS (R$ 8.157,41 em 2025). Antes de pedir o benefício, sempre faça a simulação no portal Meu INSS ou converse com um advogado previdenciário.

Perguntas frequentes

Sim, pela regra do pedágio de 100% — exige cumprir o dobro do tempo que faltava em 13/11/2019 para completar 30 (mulher) ou 35 (homem) anos de contribuição, mais idade mínima de 57 (M) ou 60 (H).
Sim. Agora exige idade mínima (55/58/60 anos conforme risco) somada a 15/20/25 anos de atividade especial — antes bastava o tempo de atividade.
Um salário-mínimo (R$ 1.518 em 2025). Mesmo que a média × coeficiente dê valor menor, o INSS paga o piso.
Sim, mas como MEI recolhe sobre 5% do salário-mínimo, o tempo só conta para aposentadoria por idade — não para tempo de contribuição cheio. Para isso é preciso complemento de 15%.
Cada ano de contribuição adicional acrescenta 2 pontos percentuais no coeficiente até o teto de 100%. Em muitos casos, esperar 2-3 anos eleva o benefício em 4-6% para o resto da vida.
No app ou site Meu INSS, na opção CNIS — Cadastro Nacional de Informações Sociais. Lá ficam todos os vínculos e remunerações reconhecidos pela Previdência.