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NDA - Acordo de Confidencialidade

Acordo de Não-Divulgação (Non-Disclosure Agreement) para proteger informações confidenciais trocadas entre partes em negociações, parcerias ou prestação de serviços.

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Descreva o contexto: para que as informações estão sendo compartilhadas

Quanto mais específico, melhor proteção

Sobre este documento

O NDA (Non-Disclosure Agreement), ou Acordo de Confidencialidade, é o instrumento jurídico que protege informações sensíveis trocadas entre partes em contextos de negociação, parceria, investimento ou prestação de serviços.

Embora não exista lei específica para NDAs no Brasil, o instrumento é amplamente reconhecido pela jurisprudência com base nos Arts. 422 e seguintes do Código Civil (boa-fé objetiva), no Art. 195 da Lei de Propriedade Industrial (crime de concorrência desleal pela violação de segredo) e na LGPD quando há dados pessoais envolvidos.

Tipos de NDA

  • Unilateral: apenas uma parte revela informações (mais comum em pitch de startup para investidor)
  • Bilateral/Mútuo: ambas as partes trocam informações sigilosas (comum em parcerias comerciais)

Quando usar

Sempre que houver compartilhamento de:

  • Estratégias comerciais ou de produto
  • Códigos-fonte ou processos técnicos
  • Listas de clientes e fornecedores
  • Dados financeiros e contábeis
  • Negociações de M&A ou investimentos
  • Segredos industriais ou know-how
  • Dados pessoais de clientes/funcionários (LGPD)

Quando usar

  • Pitch para investidor anjo ou VC
  • Negociação de M&A (fusão, aquisição, venda de empresa)
  • Contratação de freelancer com acesso a sistemas/dados
  • Parceria comercial entre empresas (joint venture, distribuição)
  • Desenvolvimento de produto/software por terceiros
  • Avaliação de tecnologia ou processo proprietário
  • Contratação de consultoria estratégica
  • Apresentação de plano de negócios para potenciais parceiros
  • Compartilhamento de banco de dados ou base de clientes
  • Negociação de licenciamento de tecnologia
  • Due diligence pré-investimento ou pré-compra

Passo a passo

  1. 1

    Defina o tipo: unilateral ou bilateral

    Pense quem revela informações. Se for só você → unilateral. Se ambos → bilateral

  2. 2

    Liste o que é confidencial com clareza

    Quanto mais específico, melhor proteção. "Estratégia" é vago. "Estratégia de pricing para o segmento B2B" é específico

  3. 3

    Defina o propósito (objeto)

    Por que as informações estão sendo trocadas? Sem propósito claro, o NDA é mais frágil

  4. 4

    Estabeleça prazos realistas

    Vigência (durante a negociação) + prazo após término. Segredos industriais podem ser permanentes

  5. 5

    Defina multa por violação

    Valor deve ser proporcional ao dano potencial. Muito baixo é ineficaz, muito alto pode ser reduzido em juízo (Art. 412 CC)

  6. 6

    Inclua exceções padrão

    Informação que se tornar pública por outros meios, exigência legal, etc. Sem isso, o NDA é abusivo

  7. 7

    Assinem AMBAS as partes

    Mesmo no NDA unilateral, ambas assinam. Recomenda-se testemunhas

  8. 8

    Considere reconhecer firma

    Para NDAs com multas altas ou negociações estratégicas, reconhecer firma em cartório dá mais força

Erros comuns a evitar

  • × Definição vaga do que é confidencial (juiz não consegue aplicar)
  • × Prazo de confidencialidade muito longo sem justificativa (pode ser considerado abusivo)
  • × Multa absurda (pode ser reduzida em juízo conforme Art. 413 CC)
  • × Não incluir exceções padrão (NDA fica engessado e pode ser invalidado)
  • × Compartilhar informação SEM o NDA assinado primeiro (proteção retroativa é frágil)
  • × Receptor compartilhar com sub-prestadores sem termo próprio (cadeia de responsabilidade quebra)
  • × Não devolver/destruir informações ao término (mantém risco indefinidamente)
  • × Achar que NDA impede que a outra parte concorra (isso é cláusula de não-concorrência, diferente)
  • × Esquecer cláusula sobre dados pessoais (LGPD)
  • × Foro genérico ou inconveniente para defesa

Base legal

Princípio da boa-fé objetiva nos contratos
Crime de concorrência desleal pelo uso ou divulgação de informações confidenciais
Proteção de dados pessoais — aplicável quando informações confidenciais incluem dados pessoais

Perguntas frequentes

Polêmico. Investidores experientes (VCs, anjos profissionais) raramente assinam NDA na fase inicial — recebem dezenas de pitches por mês. Recusa não significa má-fé. Mas para conversas mais avançadas (due diligence), o NDA é normal.

Proporcional ao dano potencial. Para startup pré-seed: R$ 50-200k. Para empresa madura com segredos industriais: R$ 500k-5M ou múltiplo do valor do contrato. Multa muito alta sem justificativa é reduzida em juízo (Art. 413 CC).

Difícil mas possível. Evidências comuns: produto concorrente lançado pouco depois com estrutura idêntica, vazamento de documentos específicos, depoimentos de funcionários ex-employer da outra parte. Forense digital ajuda.

Tecnicamente sim, mas é praticamente impossível provar. Sempre formalize por escrito.

NDA proíbe REVELAR/USAR informações confidenciais. Não-concorrência proíbe ATUAR no mesmo segmento. São complementares mas distintos. Não-concorrência pós-contratual tem limites jurídicos (geralmente 2 anos, com compensação).

Sim, com profissionais que tenham dever legal de sigilo (advogados pelo Estatuto da OAB, contadores pelo CFC). Mas é boa prática incluir cláusula expressa permitindo isso.

Plataformas de assinatura digital (Clicksign, ZapSign, D4Sign, DocuSign) com certificado ICP-Brasil ou aceitação eletrônica têm validade jurídica. Confirme que aceite seja registrada.

Tem o dever de sigilo decorrente do próprio contrato CLT, mas um NDA específico para informações sensíveis é boa prática. Para funcionários-chave (CTO, head de produto), é essencial.

Não há limite legal específico. Mas prazos muito longos podem ser considerados abusivos. Padrão: 2-5 anos. Para segredos industriais clássicos, pode ser por tempo indeterminado enquanto a informação não se torne pública.

Notifique imediatamente a outra parte, exija contenção (deletar emails, restringir acesso), documente toda a comunicação. Boa-fé na resposta pode mitigar a violação.

Alternativas a este modelo

Cláusula de confidencialidade no contrato principal
Quando há um contrato comercial maior — a cláusula fica embutida, sem necessidade de NDA separado
Termo de Sigilo (Funcionários CLT)
Para empregados que terão acesso a informações sensíveis — anexar ao contrato CLT
Acordo de Não-Solicitação (Non-Solicitation)
Para proteger especificamente contra captação de clientes ou funcionários — complementar ao NDA
Patente ou Registro de Marca
Para invenções e marcas — proteção formal e duradoura, vai além do NDA
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