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Contrato de Empréstimo de Dinheiro

Empréstimo (mútuo) entre particulares ou empresas. Define valor, juros, prazo, parcelas, garantia e consequências do não-pagamento.

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Sobre este documento

O Contrato de Empréstimo de Dinheiro (mútuo, em linguagem jurídica) é o instrumento essencial para formalizar empréstimos entre particulares ou pessoa física e empresa. Regido pelos Arts. 586 a 592 do Código Civil, transfere propriedade do dinheiro ao mutuário, que deve restituir quantia equivalente.

Limite de juros: Entre particulares (pessoa física para pessoa física), máximo 12% ao ano (1% ao mês) — Lei da Usura (Decreto 22.626/33). Cobrança acima é crime (agiotagem) e juros podem ser anulados judicialmente. Bancos e instituições financeiras NÃO estão sujeitos a esse limite (Súmula 596 STF).

Força executiva: Com 2 testemunhas, o contrato vira título executivo extrajudicial (CPC Art. 784, III) — em caso de inadimplência, credor executa diretamente sem precisar 'ganhar' uma ação ordinária primeiro. Acelera muito a cobrança.

Não confundir com nota promissória: Nota promissória é título cambiário (mais simples mas com prescrição em 3 anos). Contrato de mútuo prescreve em 5 anos e permite cláusulas mais completas.

Quando usar

  • Empréstimo entre amigos ou familiares com valor significativo
  • Empréstimo para sócio resolver problema pessoal
  • Adiantamento de capital para pequeno negócio (sócio para empresa)
  • Empréstimo entre empresas do mesmo grupo
  • Quitação de dívida com formalização (renegociação)
  • Aporte temporário em projetos
  • Empréstimo para reforma de imóvel (familiar)
  • Adiantamento de herança disfarçado de empréstimo (cuidado fiscal)

Passo a passo

  1. 1

    Documente a entrega via PIX/transferência

    NUNCA empreste em espécie acima de R$ 5 mil. PIX/transferência cria rastro probatório indiscutível. Comprovante anexo ao contrato

  2. 2

    Calcule juros dentro do limite legal

    PF para PF: máximo 12% ao ano. Cobrança acima é nula e pode caracterizar agiotagem. Empresas e bancos têm regime diferente

  3. 3

    Defina garantia compatível com valor

    Até R$ 10 mil: confiança pessoal. R$ 10-50 mil: fiador + nota promissória. R$ 50 mil+: garantia real (alienação, hipoteca)

  4. 4

    Sempre com 2 testemunhas (força executiva)

    Art. 784 III CPC: 2 testemunhas tornam o contrato título executivo extrajudicial. Execução muito mais rápida em caso de calote

  5. 5

    Inclua cláusula de antecipação

    Vencimento antecipado de todas as parcelas após 30 dias de atraso (Art. 1.425 II CC) — pressão sobre o mutuário

  6. 6

    Permita quitação antecipada

    Bom para mutuário (incentivo a pagar antes), aceitável para mutuante (recebe principal de volta)

  7. 7

    Tributação: avalie IOF e IRRF

    Empréstimo entre PF: IOF não incide. Entre PJ: IOF (0,38% + 0,0041% ao dia). Juros recebidos por PF: IR conforme tabela (15-22,5%)

  8. 8

    Reconheça firmas

    Reconhecimento de firma no cartório (R$ 20-50 por assinatura) aumenta a força probatória do documento

Erros comuns a evitar

  • × Emprestar em espécie sem rastro: difícil provar que o dinheiro foi entregue
  • × Cobrar juros acima de 12% (PF-PF): nulidade do excesso + risco de crime
  • × Não ter 2 testemunhas: perde força executiva extrajudicial
  • × Não exigir comprovante de renda do mutuário: emprestar para insolvente
  • × Não formalizar garantia: cobrar fica muito mais difícil
  • × Misturar com doação por afeto: pode ser anulado por simulação
  • × Não definir multa: padrão de mercado é 2% — você pode pactuar 10%
  • × Esquecer cláusula de antecipação: tem que esperar cada parcela vencer

Base legal

Mútuo — empréstimo de coisa fungível (dinheiro). Transfere propriedade, devolve equivalente
Limite de juros a 12% ao ano em empréstimo entre particulares. Bancos não estão sujeitos (Súmula 596 STF)
Mútuo feneratício — quando há cobrança de juros, presume-se taxa legal (Selic), salvo estipulação contrário
Contrato com 2 testemunhas é título executivo extrajudicial — execução mais rápida
Crime de usura — juros excessivos podem caracterizar agiotagem (acima de 12% ao ano + dolo)

Perguntas frequentes

Entre pessoas físicas (PF para PF): 12% ao ano = 1% ao mês (Decreto 22.626/33). Cobrança acima é nula e pode caracterizar agiotagem (Lei 8.137/90 Art. 4º). Bancos NÃO estão sujeitos a esse limite (Súmula 596 STF) — eles podem cobrar muito mais.

Sim. Mútuo pode ser GRATUITO (sem juros) — comum entre familiares/amigos. Sempre documentar para evitar confusão com doação.

Sequência: (1) Notificação extrajudicial (cobrança formal); (2) Negativação em SPC/Serasa; (3) Execução judicial direta — se há 2 testemunhas (título executivo); ou ação monitória/conhecimento se não há. Penhora de bens em caso de inadimplência.

Sim. SPC/Serasa aceita protocolo de dívida com contrato + comprovante de transferência. Notifica o devedor que tem 10 dias para regularizar. Após, negativação fica por 5 anos.

Sim. IOF de 0,38% + 0,0041% por dia. Empréstimo de 1 ano entre PJs: ~1,88% total. Entre PF: NÃO incide IOF.

Sim, mas atenção: empréstimos de sócio à empresa (e vice-versa) precisam ser bem documentados. Receita Federal pode questionar se for simulação. Ideal: contrato formal + ata da sociedade autorizando.

Sim. Juros recebidos por PF são tributáveis na fonte (15% para até R$ 35.000/mês). Declare na seção 'Rendimentos Tributáveis Recebidos de PF/Exterior' do IRPF.

Sim. Empréstimo de sócio à empresa (Conta 'Empréstimos de Sócios' no passivo). Pode cobrar juros até a Selic + 1% sem questionamento da Receita. Acima, distribuição disfarçada de lucros (tributação maior).

Mútuo: empréstimo de coisa FUNGÍVEL (dinheiro, grãos) — devolve EQUIVALENTE. Comodato: empréstimo de coisa NÃO FUNGÍVEL (carro, casa) — devolve O MESMO bem.

Sim, e recomendado para prazos longos. Use IPCA (IBGE) ou IGP-M (FGV). Empréstimo de R$ 10.000 hoje vale R$ 8.500 em 5 anos sem correção (inflação).

Alternativas a este modelo

Nota Promissória
Para empréstimos simples, sem cláusulas complexas — título cambiário
Empréstimo Bancário
Quando taxa do banco for menor (PJ) ou para valores grandes — análise de crédito profissional
Confissão de Dívida
Quando dívida já existe e está sendo formalizada/renegociada
Empréstimo com Alienação Fiduciária
Para empréstimos grandes com garantia real (veículo ou imóvel)
Doação
Quando não há intenção de devolução — sem juros, sem cobrança
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Documentos que você vai precisar

  • RG e CPF de mutuante e mutuário
  • Comprovante de residência
  • Comprovante de renda do mutuário (recomendado)
  • Comprovante da transferência do dinheiro (PIX/extrato bancário)
  • Documento da garantia (CRLV se veículo, matrícula se imóvel)
  • 2 testemunhas com RG/CPF

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